SE EU SOUBESSE…

        SE EU SOUBESSE

Se eu soubesse o quê,
Entenderia, não sei ainda,
Mas saberia por que,
Saberia ver a vida infinda.

Mas o que sei, se é que o sei,
Está oculto, dentro do meu ser,
E, a não ser que brote d’alma,
Não haverá paz, nem mesmo calma.

Aflito, conduzo até onde posso,
Não mais que isso, e basta,
 Com o risco de cair no poço,
Sofrer o desespero que me agasta.

Irei mais além, se puder;
Tenho a mente, que me cobra,
Mas não tenho esse poder,
Se forçar, meu ser se dobra.

Dobrado, nada poderei,
Do pouco que posso, pouco farei,
Mas é imperativo que se siga além,
Fugir da vida, jamais fugirei.

Quisera houvesse sagacidade e tino;
Mais ainda que aquele que se tem,
Ainda mais do que me deu o destino,
Conquistar a vida e, ir muito além.

Além do que pode o oculto destino,
Tirar as vendas que me toldam o olhar,
Desfazer as amarras, resgatar o frescor matutino,
Ter a luz clara do sol a me aquecer e me guiar.

                Mauricio Bressan Junior       
                     19/03/2013

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