NATAL

 NATAL

Então, é Natal.
Mas por quê?
Falam de Papai Noel,
Muitos presentes,
Renas e trenó.
Mas, por quê?
Se é Natal, nasceu alguém.
Mas quem, de quem não se fala?
Se é Natal, uma criança nasceu.
Mas quem, que eu não sei?

Sei, sim, dos presentes que dei,
Sei daqueles que recebo.
Mas não é meu dia natal,
Porque os presentes recebidos?
Quem será, na verdade, o nascido,
A quem, os presentes deveriam ser oferecidos?

Então, é Natal.
Muita festa, muita alegria,
Presentes em profusão,
Muita saúde, muita paz no coração.
Mas, e o nascido?
O quê, a Ele foi oferecido?

Então, é Natal.
Todos tão solícitos,
Todos tão amáveis, risonhos.
Tantas atitudes beneficentes,
Gente tão prazerosa, eficiente.
Mas porque essa conduta diferente?
Só porque é Natal?

Pois é, é Natal.
E depois que o Natal passar?
Vou lembrar do meu próximo,
Aquele a quem eu devo amar?
Vou, finalmente, me lembrar?
Vou saber, afinal, quem nasceu?
Vou perguntar por que Ele morreu?
Ou vou, simplesmente, continuar minha vida,
Como sempre vivi: indiferente e asséptico.
Pois, afinal, não será mais Natal.

Afinal, não preciso mais me preocupar,
Não preciso mais proteger o carente,
Nem mesmo aquele pobre deficiente.
Não, não preciso.
Afinal, não é mais Natal.

        Mauricio Bressan Junior
             13/12/2011

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