RUMOS DA HUMANIDADE

                                      RUMOS DA HUMANIDADE

          As forças que determinam os rumos que a humanidade tem percorrido são extremamente materialistas, e isentas de sentimento e preocupação com o ser humano.
A essas forças, só interessam resultados materiais, independente do preço que a humanidade paga; em sofrimentos, miséria, doenças, mortes e etc. No entanto cada ser humano, dessa massa, não percebe que está sendo condicionado, manipulado e conduzido por caminhos sinuosos e obscuros, à beira de abismos. Todos sentem uma situação constrangedora, desconfortável e obscura, sofrida e restritiva, e sofrem com isso, mas não se dão conta como se molda essa situação, quais os elementos que estão por trás de tudo, e seguem por esse caminho sem ponderações nem reações.
Falta discernimento à grande maioria das pessoas, para poder perceber o condicionamento a que estão sendo submetidas. A mídia é o veículo mais potente, mas não o único, e que produz com extrema facilidade e eficácia os elementos que condicionam a visão e o comportamento humanos. É a mídia, e mais notadamente a televisão, que, através de mensagens, subliminares ou diretas, influencia e condiciona o comportamento humano; asfixia e entorpece a mente de cada um.
São mensagens com vigor, que produzem o desejo de consumo, a busca por um padrão físico e estético (quase nunca compatível), manipulam e direcionam a orientação política, sexual e a vontade incontrolável de se inserir em um mundo de glamour e riqueza, que pouco condiz com as reais necessidades do ser humano. Induzem ao consumo de drogas (todas:do álcool ao cigarro, da maconha ao crack). Tentam, e conseguem produzir o caos na sociedade, com o intuito de tornar manipuláveis as pessoas. E tudo isso, toda essa força agressiva e destrutiva, existe unicamente pela busca do poder político e material, por uma vaidade absurda e inconseqüente. As pessoas que têm esse poder nas mãos, não se importam com valores que não os materiais; e a vida humana, os valores éticos, não tem o peso e a importância que deveriam ter. Quantas pessoas já morreram, por inanição, por falta de assistência médica, quantos permanecem analfabetos e nulos culturalmente? Mas esses números não importam a essas forças, esses números não tem o menor valor.
Porém a situação se agrava, quando o ser humano subjugado por essa força, sem saber de onde vem, acaba se moldando a ela, e passa a agir de modo, também, inconseqüente. A grande maioria das pessoas se comporta sem ética, sem sentimento, sem compromisso e numa reação em cadeia, tomam atitudes e comportamentos que deixam de lado a preocupação com o seu semelhante, se importando unicamente com o resultado que pretendem obter. Por isso acontecem os comportamentos antipatrióticos, antiéticos, imorais e inescrupulosos em todos os segmentos da sociedade. A vida humana deixou de ter valor, e uma morte provocada por um assalto, por uma briga de trânsito, por uma discussão entre parentes, já não choca, já não produz comoção, e é considerada, apenas mais uma, pois passou a ter o rótulo de normal.
E o grande entrave é que aqueles que têm discernimento, têm esclarecimento, e percebem o que está acontecendo, pouco podem fazer; primeiro porque fazem parte de uma minoria, e conseqüentemente somam uma força muitas vezes menor que a força que subjuga e condiciona. Segundo; porque o inimigo é poderoso e invisível, por isso, via de regra se torna inatingível e impune.
Muitos sofrem com a situação, são vítimas inocentes do furor dessa força, e indefesos, ficam à mercê.
É bem verdade que pessoas esclarecidas e comprometidas, se lançam em defesa dos indefesos, e procuram, através de associações, de grupos, e organizações próprias para esse fim, interferir a favor dos mais necessitados. Mas nem sempre é possível tornar eficaz essa ajuda, por vários motivos, inclusive pela grandeza dessa força destrutiva, que impede esse tipo de ação. No entanto não devemos nos acovardar, nem recuar, mas devemos ter o bom senso para saber até onde podemos ir. Não devemos ir além de nossas forças, pois isso não ajudaria ninguém, muito menos a nós mesmos
Neste momento da humanidade, sombrio, quando muitos vivem dentro da caverna (de Platão) devemos aprimorar nosso caráter, despertar nossos sentimentos e reconhecer os verdadeiros valores da vida, procurando esclarecer e elevar nosso espírito, tornando-nos seres humanos, realmente humanos, e melhores. Assim, poderemos nos juntar a outros com o mesmo propósito, e dessa união criar a força que seja capaz de combater a iniqüidade. Se nos preocuparmos, conscientemente, conosco; com nosso esclarecimento, com a elevação de nosso espírito, já estaremos fazendo mais pela humanidade, do que faríamos se estivéssemos imbuídos do espírito de Dom Quixote, sem saber qual inimigo combater, e como o personagem, andar às cegas destruindo moinhos de vento.
A juíza Denise Frossard, disse em certa ocasião que: “Os bons deveriam ter a ousadia dos maus”. É isso que falta para que possamos reverter este cenário de sombras, ousadia e coerência nas atitudes.

                                     Mauricio Bressan Junior
                                                10/03/2010

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