DOCE REENCONTRO

Este conto, eu não sabia, mas descobri agora, eu escrevi para a Zulma. Acontece que em 1971 eu fui estudar em Barretos, e morei durante um ano em uma “república” junto com três amigos, e só em 1972 voltei para São Paulo, transferido para uma outra escola. Mas hoje relendo, percebi toda a verdade destas palavras, e toda a minha intenção ao escrever este conto. É interessante como às vezes a ficha demora a cair, mas felizmente caiu.

Mauricio

27/05/2012

DOCE REENCONTRO

Na noite caída, qual folha soprada ao vento, suave e terna, encontramo-nos perplexos  e gratos. Há bastante tempo não nos víamos, e surpreso te encontrei nessa noite suave, e grato te abracei forte, e saudoso.
Lembranças me vieram à mente; doces recordações de um passado, não distante, mas de uma distância tão longa.
Você, terna e bonita como antes. Sorridente e simpática como sempre. Ah! Quanto tempo duraram esses anos? Parece que uma eternidade. Não deveria tê-la deixado nunca; agora percebo como fui imprudente, como fui tolo.
Mas, enfim, nos encontramos novamente, e o que mais importa é isso; você aqui, vibrante, dinâmica, alegre. Você aqui, cálida, desejosa e carente. Eu mais desejoso, muito mais carente.
Quanto foi bom caminhar a teu lado nessa noite; andar junto a ti, sem pretensão de ir a lugar algum. Andando e desfrutando a noite, conversando e revivendo, na memória, velhos segredos, antigos anseios, futuros planos.
Ah! Como foi curta essa noite; mal nos encontramos, já desaparecia o estrelado céu claro e a luz da lua, para dar lugar ao céu limpo e a clara luz do sol. Quanto nos abraçamos e nos beijamos nessa noite curta? Não sei, sei apenas que te encontrei novamente, e que reencontrei minha paz, minha serenidade.
Minha vontade era estar sempre aqui, mas tolo ou imprudente, fui levado por minha vontade, para lugares ermos de você, para distâncias distantes do teu magnetismo. Deveria ter permanecido junto a ti, deveria ter superado o ímpeto da partida, mas a verdade é que parti. E parti confiante em tua força, em teu espírito, e parti. Fui buscar vitórias, angariar glórias, saciar meu ego egoísta. Mas fui, e aqui ficou você; compreensiva, madura.
Hoje, depois de minha volta, quando conto minhas venturas e desventuras desses loucos anos de ausência, você, parece partilhar comigo as emoções que senti, as angustias pelas quais passei, os reveses que superei, e aqueles que ficaram sem solução. Você sabe se interessar por mim, e assim, eu mais me interesso por você.
Você com teu sorriso puro, com tua crítica terna, me prende a você; numa doce prisão, numa feliz reclusão. E disso senti falta, senti tua ausência a cada dia, mas determinado a cumprir meu projeto, fui superando como pude essa ausência, fui me enganando a cada dia, para poder suportar a falta da tua companhia, a sonoridade das tuas palavras, o carinho do teu olhar.
Agora que te reencontrei, e que deixei a saudade para trás, agora que tua ausência se desfez, quero ficar ao teu lado. Quero construir meus sonhos, meus desejos junto com você. Quero erigir minha vida, e alcançar as alturas onde você está.

Mauricio Bressan Junior
20/01/1972

Anúncios
Esse post foi publicado em Uncategorized. Bookmark o link permanente.

Uma resposta para DOCE REENCONTRO

  1. nancy disse:

    parabens,bjs

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s