ABANDONO

Hoje me abstenho de algum comentário preliminar.

ABANDONO

Sinto intensa e suave alegria,
Mas ela é um pouco triste também.
Numa lenta e preguiçosa letargia,
Sinto, num instante, a vida que vem.

Sinto a felicidade que paira no ar,
No entanto, arredia e distante,
Sinto que é preciso segurar,
Pois ela escapa a cada instante.

A cor do feliz amor distante;
Que me escapa, que foge.
Ah! Esse amor que me consome,
Esse amor que de repente some.

Sinto meu ser inteiro dividido;
Sofrendo por um momento feliz,
Tirando alegria de um triste pranto,
Trazendo triste abandono do que se quis.

Mauricio Bressan Junior
20/01/2009

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