ADVERSIDADES

ADVERSIDADES

Porque nos entristecemos, porque nos decepcionamos?
Porque sofremos por resultados adversos?
Geralmente isto acontece por nossa culpa. Não, não que façamos algo de forma determinada e consciente, mas provocamos a decepção, principalmente em função de nossas expectativas, de nossa tendência a querer adivinhar o resultado de um evento, ainda antes de efetuarmos a ação que o determinará. Antes mesmo que nosso time entre em campo, já projetamos o placar, já determinamos qual vai ser o resultado. E quanto maior nossa convicção preliminar dos resultados, maior tende a ser nossa decepção, nossa tristeza por não atingirmos o que esperávamos.
Confesso que muitas vezes, apesar de saber dessa regra, me revoltei contra os resultados, e não conseguia entender como seria possível que eu fosse o responsável por tal resultado adverso. Muitas vezes me entristeci por pensar que todo o meu esforço foi em vão, no anseio de alguma conquista, de alguma tarefa.
Na verdade, os resultados são fruto de vários fatores, e nossa ação é importante, a direção que adotamos é significativa, mas não é determinante, pois os resultados dependem, além de nossa ação, de fatores externos; como outra(s) pessoa(s), fator tempo, fator clima, etc.. Mas, no fundo, não é o resultado que nos decepciona, pois quando começamos algo, mesmo com todo positivismo, mesmo com todo otimismo, devemos estar carregados de suficiente dose de realismo, e ser capazes de enxergar o que pode dar errado, geralmente em função dos fatores externos. Portanto se formos capazes de perceber que o resultado pode não nos satisfazer, então não nos decepcionaremos se o resultado não for o pretendido.
Carlos Drumond de Andrade disse: “A dor é inevitável, o sofrimento é opcional”, e isto se pode considerar como a síntese de tudo que foi escrito aqui.
Portanto, não devemos projetar além das possibilidades reais, assim, com maior margem de segurança, evitaremos o sofrimento e a decepção.

Mauricio Bressan Junior

 

EXPECTATIVAS

Tantas expectativas, que se avolumam, se criam,
Se formam do viver, do sonhar, do fato que efetuam.
Expectativas fortes; as intensidades, com certeza, variam,
Muitas, benfazejamente, se realizam e se perpetuam.

Mas cada uma delas é fruto das ações na vida,
Se tornam desejadas, e são com ardor perseguidas.
Ou então, preteridas, e são ardentemente contidas,
Mas todas saem de desejos, propostas, afã de conter feridas.

Nenhuma delas é órfã, ou sem justificativa,
Elas acontecem por ações, ponderações e demonstrações,
Se infiltram, não sem motivos, mas como perspectiva,
Se instalam com força nos escaninhos dos corações.

Trazem, sabidamente, alegria, frenesi, excitação,
Ou podem trazer dor, angustia, tristeza e decepção.
Mas elas existem, não se pode fingir que ali não estão,
Se é clara sua presença, mesmo que queiramos ou não.

Mauricio Bressan Junior
29/03/2010

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