Outra, depois da partida

Depois da partida da Zulma escrevi vários poemas, e este é mais um deles.

CONSTATAÇÃO

Sabia difícil, sabia triste.
Sabia dolorido e sofrido.
Dizem que assim deve ser,
Dizem que não tem jeito.

A decisão dos céus é implacável,
A lei da natureza se espalha e inflama,
Ela não deixa dúvidas na determinação.
Parece, até, vingança insana.

Mas, embora não entendamos,
Embora choremos e soframos,
Apesar da dor larga e profunda,
O que os céus clamam, se consuma.

É tudo muito triste e infeliz.
Oh! Céus, me diga, o que fiz?
Me diga o que, por ventura, escolhi,
Na trama da vida confusa que vivi?

Sabia a vida volúvel e pesada,
Pensava que pudesse ser domada.
Mas é muito mais forte,
É realmente dura esta vida danada.

A dor que se sente,
Não se desfaz à toa,
Ela se entranha em nosso peito,
Se instala e não perdoa.

A tristeza, que é sua irmã,
Fica forte e se avoluma;
Cresce tanto, que o efeito,
É esse confuso nó no peito.

Sabia triste, sabia dolorido.
Mas, pensava contornável,
Pensava ter um jeito de transpor.
Ah! mas essa dor…

Mauricio Bressan Junior
27/02/2008

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