Noite difícil

Sabe aquelas noites em que a gente vira pra cá, vira pra lá, e nada de o sono vir?

Foi numa noite dessas que eu me levantei, bravo por não conseguir dormir, peguei um lápis e papel, e numa forma de desabafo, escrevi este poema.

NOITE INSONE

Sinos dobram na fria madrugada,
Na manhã recém chegada,
Nas curvas da fria estrada,
Nas voltas desta vida estagnada.

Caminhos estreitos, estranhos.
Ruas desertas, enevoadas,
Por onde passam as madrugadas,
Alvorecendo o dia, por nada.

Pois que soem os sinos,
Repiquem os badalos,
Os pássaros em revoada,
Que passem e sigam sua jornada.

Que tantos ruídos me acordem,
Me façam estremecer, ensurdecer,
No anoitecer me façam sorrir,
E cansado, me façam dormir.

Que os sinos dobrem,
Num breve momento fugaz,
Me sussurrem o caminho a seguir,
E sonoros me mostrem a paz.

Mauricio Bressan Junior
15/01/2009

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